Nos cinemas ela já não é mais novidade. Nas casas ela chegará tímida, pouco a pouco, uma vez que o formato é novo e depende de captações de imagens simultâneas que depois são sobrepostas para criar o efeito, sem falar na necessidade do espectador em possuir uma TV compatível e óculos especiais. Mas a transmissão em 3D já não mais exclusiva das telonas e dos grandes filmes, e será a revolução para o telespectador, que diante de seu sofá poderá sentir a imagem “saltar aos olhos”. Sim, porque no 3D a sensação é essa mesma, a imagem diante de você.
A primeira transmissão experimental aconteceu em fevereiro. Pouca gente viu. A Globo utilizando câmeras especiais gerou o sinal que foi transmitido pela NET durante os dias 14 e 15 de fevereiro, através de um canal apenas para a cidade do Rio de Janeiro. Em março foi a vez da Band, que levou para televisores demonstrativos no circuito da Fórmula Indy. De lá para cá, pouco se falou, mas muito se investiu.
Tanto investimento e a Rede TV saiu na frente. Iniciou no último dia 23 de maio a transmissão 3D, sendo a primeira no mundo em canal aberto. Da mesma forma que a transmissão feita antes, poucas pessoas tiveram a oportunidade de conhecer o sistema, tudo porque há poucos equipamentos para o formato e seu preço ainda não é nada acessível. Seu valor é algo em torno de R$10 mil.
A Samsung lançou recentemente no Brasil um aparelho uma linha de Plasma e LCD que vem para dar suporte ao tipo de transmissão. Entre os vários aparelhos lançados e vistos na CES 2010, Feira de Tecnologia de Consumo que aconteceu em Las Vegas (EUA), o destaque é a versão da TV de Plasma de 65" da Série 8000, que além da capacidade de exibir as imagens 3D possui conexão com a internet, permitindo o uso de diversos sites e redes como Facebook e Twitter. Na linha LCD o destaque é o modelo da Série 750.
De acordo com a Samsung o destaque é a taxa de atualização que é de 240Hz, sendo que numa TV convencional essa taxa é de 60Hz. Também será lançada a tecnologia para a 3D LED, última palavra em TV no momento.
Para os olhos atentos, o jeito é torcer para que aparelhos acessíveis cheguem ao Brasil o quanto antes. Enquanto isso o jeito é continuar vendo o sinal da mesma forma, uma vez que para quem não possuir aparelho e óculos, a imagem continua sendo transmitida da mesma forma convencional.